Com a celeuma levantada em todo o mundo em virtude da dita omissão dos altos dirigentes da Igreja Católica na repressão aos casos de pedofilia praticada por padres, o problema agravou-se quando até mesmo o papa foi acusado dessa omissão.
Um cardeal, falando em nome da Igreja, afirmou que não era aceita a tese de que o celibato dos pradres era a causa da prática da pedofilia. Era sim a homosexualidade que estava ligada a tal prática.
Homosexuais e suas comunicades reagiram contra a opinião manifestada pelo cardeal.
Mas o assunto merece algumas considerações.
Celibato não se confunde com castidade. Aquele é o não casamento. Esta é a não prática de atos sexuais.
Os celibatários não precisam obrigatóriamente ser castos. Uma pessoa pode ser celibatária e ter prática sexual. Sob esse ponto de vista até que o cardeal está certo.
Estaria se o celibato fosse facultativo. Mas ele é obrigatório para os padres católicos. Aí alguns deles, que eu acredito serem poucos, preferem continuar celebatários, embora praticando atos sexuais com pessoas do sexo oposto.
Mas porque alguns poucos querem praticar atos sexuais com pessoas do mesmo sexo ? Porque são homoxesuais.
Mas por que praticar sexo com menores de idade, o que se chama pedofilia ?
Quando o cardeal atribuiu à homesexualidade a pratica de pedofilia por alguns padres, não explicou porque existe na Igreja a prática de homesexualidade pedofílica.
Seguramente alguma coisa está muito errada.
Por que alguns, que são tantos, padres católicos se tornam homesexuais ? Se tornam ou sempre o foram ?
A prática do sacerdócio atrai homosexuais ? Acredito que não.
Acredito que há uma soma de circunstâncias que levam alguns padres à pedofilia: cruel lavagem cerebral e repressão contra os assuntos ligados à sexualidade, o celibato, a homosexualidade, a falta de inibição, a falta de repressão. As crianças são as vítimas porque elas não reclamam, não provam, não acusam. Esse crime é realmente hediondo e é práticado por pessoas que seriam as últimas a poder praticá-lo.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
O assassinato de 6 garotos de Goias.
Nos últimos meses, na cidade de Luiziânia, do Estado de Goiás, começaram a sumir adolescentes e ninguém sabia de seu paradeiro. Até que o telefone celular de um dos desaparecidos foi utilizado por uma moça e por ela se chegou à solução do caso: o pedreiro Adimar Jesus da Silva atraia os garotos com promessas de dinheiro, abusava sexualmente deles e os matava. Preso o pedreiro, confessou os crimes e levou a polícia às suas covas.
O importante do caso é que o pedreiro já havia cumprido dois sextos da pena de dez ano de reclusão pela prática de dois casos anteriores de atentado violento ao pudor. Foi libertado por ordem de um juiz, pelo fato de não haver no processo nenhum laudo psicológico que impedisse a Justiça de conceder o benerfício.
Anos atrás alguém também reincidiu na prática de crime pelo qual já houvera sido condenado. Um tal de Chico Picadinho havia matado e esquartejado uma mulher. Condenado, cumpriu sua pena pela prática de tal crime. Mal foi colocado em liberdade voltou a matar e esquartejar outra vítima.
Não há dúvida de que o pedreiro Adimar Jesus da Silva e o Chico Picadinho eram doentes mentais. Ora, as cadeias não são capazes nem de regenerar criminosos comuns, quanto mais de curar coentes mentais.
Os fatos se repetiram e vão se repetir novamente, tantas vezes quantas forem autorizadas esses libertações absurdas. Não há a pena de prisão perpétua no Brasil, mas ninguém pode ser recolocado no convívio social se é um doente mental dado a prática de crimes. Parece que a Inglaterra adota a política de manter sob constante vigilância pesssoas liberadas nas circunstâncias narradas.
Alguma coisa aqui deve ser feita. Ou se reforma a legislação penal para que se possa impor a pena de prisão perpétua ou o Estado cumpre seu dever de proteger os cidadãos contra a criminalidade, principalmente contra a criminalidade que se tem como certa que será repetida.
O importante do caso é que o pedreiro já havia cumprido dois sextos da pena de dez ano de reclusão pela prática de dois casos anteriores de atentado violento ao pudor. Foi libertado por ordem de um juiz, pelo fato de não haver no processo nenhum laudo psicológico que impedisse a Justiça de conceder o benerfício.
Anos atrás alguém também reincidiu na prática de crime pelo qual já houvera sido condenado. Um tal de Chico Picadinho havia matado e esquartejado uma mulher. Condenado, cumpriu sua pena pela prática de tal crime. Mal foi colocado em liberdade voltou a matar e esquartejar outra vítima.
Não há dúvida de que o pedreiro Adimar Jesus da Silva e o Chico Picadinho eram doentes mentais. Ora, as cadeias não são capazes nem de regenerar criminosos comuns, quanto mais de curar coentes mentais.
Os fatos se repetiram e vão se repetir novamente, tantas vezes quantas forem autorizadas esses libertações absurdas. Não há a pena de prisão perpétua no Brasil, mas ninguém pode ser recolocado no convívio social se é um doente mental dado a prática de crimes. Parece que a Inglaterra adota a política de manter sob constante vigilância pesssoas liberadas nas circunstâncias narradas.
Alguma coisa aqui deve ser feita. Ou se reforma a legislação penal para que se possa impor a pena de prisão perpétua ou o Estado cumpre seu dever de proteger os cidadãos contra a criminalidade, principalmente contra a criminalidade que se tem como certa que será repetida.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Pedofilia e celibato dos padres católicos.
A questão delicadíssima da pedofilia praticada em diversos países por padres católicos, e que coloca em situação difícil o próprio Vaticano e seus cardiais e bispos, deve receber uma abordagem profunda.
A situação existente leva à discussão sobre o celibato dos sacerdotes católicos, o que é apontado como uma das causas dos problemas. O certo é que uma indiscutível causa do problema é a impunidade que o protegeu. As altas hierarquias da Igreja esconderam o problema e não puniram os culpados. Não bastava transferí-los de paróquias. Eles deveriam ter sido excluidos dos quadros da Igreja.
Mas eu queria tocar em um ponto interessante da questão.
Parte do mundo hoje, excluídas as nações islâmicas, é mais liberal em relação à prática do sexo, seja este entre héterosexuais ou entre homosexuais.
Antes de se falar em casamento de padres, em oposição ao celibato, deve-se falar em prática de sexo, porque ninguém sai de um estado de celibato obrigatório diretamente para um estado de matrimônio optativo. Se não é aconselhável a prática de sexo antes do casamento, essa é outra questão. Mas hoje a abstinência sexual é exceção. Os jovens praticam sexo desde que começam a namorar e esse comportamento é permitido pelas famílias. Os namorados são até incentivados a dormir juntos na casa de um dos pais.
A questão prática que se apresenta é a seguinte: aos padres católicos será admitida vida normal sexual, com namoro e acasalamento antes de seus casamentos ? E os homosexuais terão aceita sua união com outros ? Ou alguns padres, homosessuais ou não, continuarão a ser levados a práticas de aberrações consentidas, como a de pedofilia ?
Não estou defendendo qualquer posição. Mas não entendo como possa ser considerado pecado um simples mau pensamento, e possa, ao contrário, ser admitida a prática de pedofilia. Perdoar e continuar a admitir a possibilidade da continuidade do comportamento é o mesmo que o admitir.
Do celibato ao casamento os padres católicos terão que percorrer um longo caminho.
Deslizamento de morros no Rio de Janeiro
O deslizamento de morros no Rio de Janeiro e em Niteroi, que matou tanta gente, merece algumas considerações.
A primeira: Os moradores dessas regiões jamais deveriam ter construído seus barracos alí. Se o fizeram foi por absoluta falta de outras opções para instalar suas moradias.
A segunda: os dirigentes das prefeituras jamais poderiam ter permitido a ocupação dessas áreas sabidamente de risco.
A terceira: Os barracos não eram construídos com estrutura de fundações adequadas, o que aumentava o risco dos desmoronamentos.
Ante todo esse quadro, é compreensível a tristeza dos que perderam seus bens e mais ainda é lamentável a perda ocorrida de vidas.
Agora os governantes municipais anunciam a disponibilidade de verbas para construção de moradias para os desabrigados e para os que continuam em zonas de risco. Estão corrigindo uma situação que jamais poderia ter sido permitida. É claro que os governantes atuais não podem ser culpados por construções sobre lichões, que ocorreram há trinta anos, sobre lichões de solos já consolidados. Mas a situação era previsível e os erros devem ser reparados, sob pena de conivência com as consequências das catástrofes que venham a ocorrer.
Toda essa situação apresenta-se dentro de uma realidade de pobreza que afeta esse país, seguramente pela falta de aproveitamento de recursos, que existem, mas são pessimamente administrados em razão da corrupção generalizada, inclusive dos políticos.
A primeira: Os moradores dessas regiões jamais deveriam ter construído seus barracos alí. Se o fizeram foi por absoluta falta de outras opções para instalar suas moradias.
A segunda: os dirigentes das prefeituras jamais poderiam ter permitido a ocupação dessas áreas sabidamente de risco.
A terceira: Os barracos não eram construídos com estrutura de fundações adequadas, o que aumentava o risco dos desmoronamentos.
Ante todo esse quadro, é compreensível a tristeza dos que perderam seus bens e mais ainda é lamentável a perda ocorrida de vidas.
Agora os governantes municipais anunciam a disponibilidade de verbas para construção de moradias para os desabrigados e para os que continuam em zonas de risco. Estão corrigindo uma situação que jamais poderia ter sido permitida. É claro que os governantes atuais não podem ser culpados por construções sobre lichões, que ocorreram há trinta anos, sobre lichões de solos já consolidados. Mas a situação era previsível e os erros devem ser reparados, sob pena de conivência com as consequências das catástrofes que venham a ocorrer.
Toda essa situação apresenta-se dentro de uma realidade de pobreza que afeta esse país, seguramente pela falta de aproveitamento de recursos, que existem, mas são pessimamente administrados em razão da corrupção generalizada, inclusive dos políticos.
Casal Nardoni.
Acompanhei as notícias sobre o caso Nardoni e sobre o andamento de seu processo, até o seu julgamento. Acredito que o pai tenha jogado a menina pela janela. Acredito que a madrasta tenha esganado a menina, sem intenção de matá-la. É possível que a menina estivesse irritada, até porque sofreu um ferimento sangrento na testa, e que, por essa razão estivesse irritando o casal. É claro que a esganadura não tinha a intenção de matar, porque a madrasta, por mais esquisita ou nervosa que fosse, não era uma assassina nem iria querer matar a filha de seu marido. Para assustar a menina ou para efetivamente jogá-la, o pai a colocou no espaço fora da janela, resultando o que efetivamente resultou. Não sei se a menina teria morrido com o simples esganamento. Não conheço o processo nem as provas dos autos.
Achei que a versão única apresentada pelo casal, de simplesmente negar a autoria dos fatos e ir para um tudo ou nada, sem qualquer explicação para os detalhes das circunstâncias (por exemplo: o sangue espalhado pelo apartamento), prejudicou terrivelmente a madrasta, a qual acabou condenada a cumprir pena de 21 anos de reclusão por um homicídio triplamente qualificado. O pai teve a pena agravada por ter matado a própria filha.
Se a madrasta tivesse afirmado que simplesmente havia esganado, sem a intenção de matar, informando ou não informando a autoria do lançamento da menina pela janela, sua pena seria bem menor do que aquela que lhe foi imposta, de 21 anos de reclusão. Poderia ter recebido a pena cominada ao crime de lesões corporais ou de tentativa de homicídio. Em qualquer caso a pena seria consideravelmente menor.
Em todo o caso, o profissional advogado encarregado da defesa deve ter escolhido a melhor estratégia e a melhor tática de defesa, segundo os estudos que fez do processo. Esta análise que apresento é superficial, de alguém que simplesmente acompanhou o caso pelos jornais.
Achei que a versão única apresentada pelo casal, de simplesmente negar a autoria dos fatos e ir para um tudo ou nada, sem qualquer explicação para os detalhes das circunstâncias (por exemplo: o sangue espalhado pelo apartamento), prejudicou terrivelmente a madrasta, a qual acabou condenada a cumprir pena de 21 anos de reclusão por um homicídio triplamente qualificado. O pai teve a pena agravada por ter matado a própria filha.
Se a madrasta tivesse afirmado que simplesmente havia esganado, sem a intenção de matar, informando ou não informando a autoria do lançamento da menina pela janela, sua pena seria bem menor do que aquela que lhe foi imposta, de 21 anos de reclusão. Poderia ter recebido a pena cominada ao crime de lesões corporais ou de tentativa de homicídio. Em qualquer caso a pena seria consideravelmente menor.
Em todo o caso, o profissional advogado encarregado da defesa deve ter escolhido a melhor estratégia e a melhor tática de defesa, segundo os estudos que fez do processo. Esta análise que apresento é superficial, de alguém que simplesmente acompanhou o caso pelos jornais.
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