quinta-feira, 29 de abril de 2010

O assassinato de 6 garotos de Goias.

Nos últimos meses, na cidade de Luiziânia, do Estado de Goiás, começaram a sumir adolescentes e ninguém sabia de seu paradeiro. Até que o telefone celular de um dos desaparecidos foi utilizado por uma moça e por ela se chegou à solução do caso: o pedreiro Adimar Jesus da Silva atraia os garotos com promessas de dinheiro, abusava sexualmente deles e os matava. Preso o pedreiro, confessou os crimes e levou a polícia às suas covas.

O importante do caso é que o pedreiro já havia cumprido dois sextos da pena de dez ano de reclusão pela prática de dois casos anteriores de atentado violento ao pudor. Foi libertado por ordem de um juiz, pelo fato de não haver no processo nenhum laudo psicológico que impedisse a Justiça de conceder o benerfício.

Anos atrás alguém também reincidiu na prática de crime pelo qual já houvera sido condenado. Um tal de Chico Picadinho havia matado e esquartejado uma mulher. Condenado, cumpriu sua pena pela prática de tal crime. Mal foi colocado em liberdade voltou a matar e esquartejar outra vítima.

Não há dúvida de que o pedreiro Adimar Jesus da Silva e o Chico Picadinho eram doentes mentais. Ora, as cadeias não são capazes nem de regenerar criminosos comuns, quanto mais de curar coentes mentais.

Os fatos se repetiram e vão se repetir novamente, tantas vezes quantas forem autorizadas esses libertações absurdas. Não há a pena de prisão perpétua no Brasil, mas ninguém pode ser recolocado no convívio social se é um doente mental dado a prática de crimes. Parece que a Inglaterra adota a política de manter sob constante vigilância pesssoas liberadas nas circunstâncias narradas.

Alguma coisa aqui deve ser feita. Ou se reforma a legislação penal para que se possa impor a pena de prisão perpétua ou o Estado cumpre seu dever de proteger os cidadãos contra a criminalidade, principalmente contra a criminalidade que se tem como certa que será repetida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário