A questão delicadíssima da pedofilia praticada em diversos países por padres católicos, e que coloca em situação difícil o próprio Vaticano e seus cardiais e bispos, deve receber uma abordagem profunda.
A situação existente leva à discussão sobre o celibato dos sacerdotes católicos, o que é apontado como uma das causas dos problemas. O certo é que uma indiscutível causa do problema é a impunidade que o protegeu. As altas hierarquias da Igreja esconderam o problema e não puniram os culpados. Não bastava transferí-los de paróquias. Eles deveriam ter sido excluidos dos quadros da Igreja.
Mas eu queria tocar em um ponto interessante da questão.
Parte do mundo hoje, excluídas as nações islâmicas, é mais liberal em relação à prática do sexo, seja este entre héterosexuais ou entre homosexuais.
Antes de se falar em casamento de padres, em oposição ao celibato, deve-se falar em prática de sexo, porque ninguém sai de um estado de celibato obrigatório diretamente para um estado de matrimônio optativo. Se não é aconselhável a prática de sexo antes do casamento, essa é outra questão. Mas hoje a abstinência sexual é exceção. Os jovens praticam sexo desde que começam a namorar e esse comportamento é permitido pelas famílias. Os namorados são até incentivados a dormir juntos na casa de um dos pais.
A questão prática que se apresenta é a seguinte: aos padres católicos será admitida vida normal sexual, com namoro e acasalamento antes de seus casamentos ? E os homosexuais terão aceita sua união com outros ? Ou alguns padres, homosessuais ou não, continuarão a ser levados a práticas de aberrações consentidas, como a de pedofilia ?
Não estou defendendo qualquer posição. Mas não entendo como possa ser considerado pecado um simples mau pensamento, e possa, ao contrário, ser admitida a prática de pedofilia. Perdoar e continuar a admitir a possibilidade da continuidade do comportamento é o mesmo que o admitir.
Do celibato ao casamento os padres católicos terão que percorrer um longo caminho.

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