quinta-feira, 15 de julho de 2010
Goleiro Bruno - Aspectos Jurídicos II
Ninguém é obrigado a fazer prova contra sí mesmo e por essa razão ninguém é obrigado a se submeter ao bafómetro, a dar sangue para exame, etc., e muito menos a confessar a própria culpa.
O inqúerito policial é um procedimento jurídico penal executado pela polícia (chamada polícia judiciária) e presidido por um delegado de polícia. Durante o inquérito são levantadas todas as provas possíveis para apuração de um fato e para determinação de sua autoria (quem cometeu o crime). As provas podem ser testemunhais, periciais e documentais. Tudo que for colhido vale como prova, menos aquilo que for colhido ilegalmente. As escutas telefônicas, por exemplo, se não forem autorizadas por um juiz, não valem como prova.
Além das provas há os indícios. Quem melhor define o que é indício é o proprio Codigo de Processo Penal (aquele que determina como se processa alguém), em seu artigo 239: "Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias". Entenderam ?
A só soma dos indícios pode fazer com que alguém seja condenado. Assim já fica respondida a pergunta que hoje se faz: alguém pode ser condenado por homicídio se o corpo da vítima não for encontrado ? Pode.
O inquérito policial termina com um relatório do delegado de polícia (autoridade policial) que presidiu o próprio inquérito. Nesse relatório são mencionados todos os elementos de prova, os indícios recolhidos e a versão que o indiciado tiver apresentado.
Indiciado é aquele que o delegado entendeu como suspeito.
Mas vamos à questão proposta: Alguém é obrigado a apresentar sua versão quando interrogado pelo delegado ? Não, não é obrigado. Pode até mentir. Pode, por exemplo, dizer : no dia dos fatos eu estava tripulando a Apolo 11. Ou pode informar ao delegado: só falarei em juízo.
Mas vejam o seguinte: se um marido ou uma esposa são acusados de traição pelo parceiro ou parceira, a primreira atitude que eles têm é a fazer é negar. Se respondem só falarei perante meu advogado, ou perante meu psicólogo ou médico, é porque estão dando a entender que têm culpa no cartório.
Mas fazer esta afirmação de que "só falarei em juízo" implica dizer que o indiciado sabe que vai ser denunciado pelo Ministério Público e que vai ser interrogado em Juízo.
Ser denunciado é ser acusado formalmente pelo Estado sobre a prática do crime de que é suspeito. O termo denúncia significa tecnicamente a peça jurídica que o representante do Ministério Público elabora acusando alguém da prática de algum crime. Nessa peça o promotor de justiça deve mencionar as provas ou os indícios sobre os quais se baseou para acusar. A partir do recebimento da denúncia por um juiz é que começa a ação penal. Na ação penal o acusado vai ser interrogado pelo juiz e vai lhe dar sua versão definitiva. Ou pode novamente se negar a prestar qualquer informação. Na ação penal, que termina com a sentença (ou a remessa processo para ser julgado pelo Tribunal do Juri) todas as provas testemunhas vão ser repetidas.
Outra questão: Podem ter o mesmo advogado três ou quatro suspeitos com interesses ou versões totalmente conflitantes ? Podem. Mas vejam o que aconteceu com o julgamento do casal Nardoni (mencionado neste blog).
Por agora os advogados Pedro Paulo Negrini e Leonardo Mendonça vão ficando por aqui. Adotam o caso do goleiro Bruno sem conhecer suas circunstâncias. As hipóteses que levantam são meramente fictícias.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Goleiro Bruno - Aspectos jurídicos I
Suponhamos que alguém tenha tido uma relação sexual com uma mulher de baixa reputação e que ela tenha engravidado, gerando um filho.
Pai e mãe brigam juridicalmente pelo reconhecimento da paternidade e pela fixação de pensão alimentícia.
O pai atrai a moça para uma de suas propriedades e a mantém em cárcere privado por três dias no local. Na propriedade há um caseiro.
O pai visita a propriedade, onde passa duas horas, chama seu secretário mais um amigo e lhes diz: "resolvam o problema".
O secretário e o amigo levam a moça para uma terceira pessoa (o executor), o qual a mata, descarna seu cadáver e dá a carne para cães a consumirem.
Os personagens dessa hístória são:
- a mãe vítima;
- o pai mandante;
- o motorista que levou a vítima para a propriedade;
- o menor que viajou no automóvel;
- o caseiro;
- o secretário;
- o amigo;
- o executor.
O Código Penal Brasileiro determina em seu artigo que todos aqueles que cooperam intencionalmente para a execução de um crime respondem pela pena a ele cominada.
Assim, se alguém transportou a vítima para a propriedade sabendo que iria ser mantida em cárcere privado, responde pelo crime de sequestro e cárcere privado.
Se o caseiro sabia que a moça estava em cárcere privado também responde por esse crime.
Aquele que ordenou o homicídio responde pelo crime de homicídio.
Aqueles que levaram a vítima para ser morta respondem por homicídio.
Aquele que executou o homicídio, responde pela prática deste crime.
Aqui segue o texto dos artigos legais - Código Penal:
- Concurso de pessoas - artigo 29: "Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas pelas a este comunidas, na medida de sua culpabilidade".
- Sequestro e Cárcere Privado - artigo 148: "Privar alguém de sua liberdade, mediante sequestro ou cárcere privado" Pena - Reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
- Homicídio - artigo 121: "Matar alguém" Pena - Reclusão, de 6 (seis) a 20 (vintes) anos.
- Homicídio Qualificado - artigo 121, §2º (caracterização de crime hediondo - artigo 1º, inciso I, da Lei 8072/90): I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime". Pena - Reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
- Quadrilha ou Bando - artigo 288: "Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes". Pena - Reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.
Observação: única saída do mandante para livrar-se do homicídio é afirmar (e prova) que, quando ordenou ao secretário e ao amigo que "resolvessem o caso", estava determinando que resolvessem a questão da investigação de paterminada e pensão alimentícia. Teria que alegar que não mandou matar nem imaginou que eles fossem matar a vítima. Teria que convencer disso os jurados.
Os advogados Pedro Paulo Negrini e Leonardo Mendonça continuarão a postar uma sequência de aspectos jurídicos deste caso imaginário.
terça-feira, 6 de julho de 2010
O dia sete de setembro.
Lá a população vai aos desfiles, usando bandeiras e roupas com as corres do país. É uma festa inegualável, que mostra um patriotismo aflorado. O povo tem orgulho de seu país e homenageia a todos os seus herois.
Aqui o sete de setembro é só mais um feriado e a grande maioria da população brasileira nem sabe a razão de não trabalhar. Onde se ouve o Hino Nacional ?
Nosso dia da independência, nossa data nacional, é festejada só nos salões governamentais ou das embaixadas. Também nesses dias ocorrem desfiles militares, e deles me lembro muito bem porque um deles foi o último evento a que assisti com meu pai, que morreu num setembro quando eu tinha só onze anos. Pois é: meu pai me levava aos desfiles e eu sempre soube cantar o hino nacional. E outros hinos.
Será que nós não temos razões para homenagear este país estupendo, inegualavente lindo ? É que os governos não têm estimulado o sentimento de patriotismo dos brasileiros. Temos poucos herois nacionais ? Quais são eles ?
No próximo sete de setembro gostaria de ver a bandeira brasileira desfraudada em todas as janelas e o povo e os carros mais enfeitados do que o são na Copa do Mundo de Futebol. O que falta para isso ? Que o governo e a mídia criem a cultura de um real patriotismo.
Futebol
Uma: foi maravilhoso ver na televisão as torcidas de diferentes países, todas elas fazendo uma enorme festa, colorida e alegre. Lá na África o mundo inteiro se encontrou e, independentemente de raças e religiões, as pessoas se aglomerarm nas arquibancadas com o pretexto de assistir jogos de futebol. Com certeza muita gente jamais havia assistido a um jogo e nem conhecia as mínimas regras da disputa que ocorria nos campos. Tudo foi maravilhoso.
Outra: aconteceu uma valorização geral dos povos africanos, de países as vezes desconhecidos, que só lá passaram a existir para o resto do mundo. Espero que essa valorização de todos os povos perdure para sempre.
Mais uma: indistintamente todos os jogadores são grandes atletas, com fôlegos inesgotáveis que se manifestavam nas corridas por todos os lados do campo (exemplo: nosso lateral Lúcio, incnsável). Todos eles são admiráveis, pelo quanto investiram em sí próprios, quanto treinaram, o muito que se exercitaram espiritual e fisicamente. Independentemente dos resultados todos deram o melhor de sí, com diferenças nos seus controles emocionais e nas suas reações.
Ainda: tivemos um exemplo de mal senso (o contrário de bom senso), de intolerância, arrogância e intransigência, adjetivos aplicáveis a nosso técnico. Todo o Brasil pedia a convocação do jogador Ganso (e talvez também do Neymar), garatos que exibiam qualidades, tais como as exibiram nos seus tempos os adolescentes Pelé e Maradona. Tivesse o técnico levado ao menos o Ganso, estaria livre de metade das críticas que hoje lhe são feitas. Com razão ou sem razão é hoje Dunga o crucificado da vez, objetivo de todos os ódios. Custava ele ter atendido a vontade popular ? Melhor andou o Maradona, com seus beijos em todos os jogadores argentinos e sua fidalguia em cumprimentar os técnicos adversários.
Finalmente: A Copa do Mundo de futebol é meramente um torneio esportivo, não é uma guerra
que vai resolver as questões de honra de qualquer país. Houve um aproveitamento geral dos sentimentos de nossa população mais pobre, aquela que tem no futebol suas únicas alegrias.
A TV tirou vantagens desses sentimentos e impingiu a todos uma enxurrada de campanhas publicitárias. Cada vez que a Globo focalizava os ajuntamentos ocorridos nas diversas capitais brasileiras, e fazia as pessoas pularem quando se viam focalizadas, isso me dava uma grande pena, prevendo a frustração que ocorreria entre os humildes no caso de uma derrota da seleção brasileira. A derrota não seria o pior desastre do mundo. O Brasil precisa vencer em várias outras modalidades, esportivas, sociais, éticas, e o futebol, por mais importante que seja como nosso esporte nacional, não pode fazer com que todo o Brasil pare nos dias de jogo. A população carioca de Copacabana, por exemplo, não merecia o barulho infernal daqueles eventos patrocinados na areia pela própria Fifa. Acabada a Copa, vamos todos voltar ao trabalho.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Vale a pena transgredir.
Não sou especializado em Direito Eleitoral, mas imaginei que alguma coisa alí não estava certo. Aquela propoganda era ilegal, porque antecipada. Os jornais dos dias seguintes publicaram as reações dos partidos de oposição. O próprio secretário nacional de comunicação do PT, André Vargas, depois disse em seu Twitter: "Estou no trânsito em SP. Ouvi o programa no rádio do PT. Lula é Dilma. Dilma é Lula. O programa foi de primeira. Aí vem a gritaria !!!
Vieram não só gritarias, como têm vindo multas do Tribunal Superior Eleitoral.
O senador Demóstenes Torres deu entrevista afirmando: "Quando o presidente da república descumpre a lei sitematicamente, ele está pregando a desobediência civil".
O presidente da república e seu partido têm recebido do TSE multas de cinco a vinte mil reais, que são penas muito brandas em proporção ao péssimo exemplo que ele dá ao país.
É como se roubar um milhão de dólares (ou muito menos) valesse a pena, desde que o ladrão pudesse ficar com o dinheiro ao final do cumprimento de sua pena.
É como ter licença para praticar crimes, se sua prática compensar, valer a pena.
Se alguém já disse que o Brasil não é um país sério, são integrantes do próprio governo federal que fazem com que esse dito tenha cabimento.
Ante tudo isso vai você dizer a um pobre morador de favela que não vale a pena fazer um peno tráfico cocaína, só porque tal prática é criminosa. O risco de ser pego é quase nenhum
Realmente nossos governantes estão acima do bem e do mal.
Feita a propaganda eleitoral, a mensagem já foi divulgada, o mardeting já foi produzido. O brasielrio inculto não tem como saber de legalidade ou ilegalidade. A propaganda já lhe foi metida goela abaixo e não há punição do TSE que faça com que elã não tenha valido a pena. A não ser que seja aplicada a punição máxima da Lei 64/90, que é a perda do registro eleitoral.
O pior é que a sociedade já se acostumou a tudo isso e nem reage !
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Sociedade pedófila ?
Fez essa afirmação quando deu entrevista, abordando o tema pedofilia dos padres, no primeiro dia da 48a. Assembléia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB), que ocorreu em Brasília.
Para ele o abuso sexual de crianças e adolescentes é mais frequente entre médicos, professores e empresários do que entre sacerdotes.
Achei absurda todas as afirmações do arcebispo.
Não sou defensor da classe médica, mas seguramente é a classe mais fiscalizada do Brasil, já que pacientes estão a todo o momento denunciando erros e abusos praticados por médicos. Mas eu não tenho lido notícias de absusos sexuais praticados por médicos contra crianças e adolescentes. A não ser o caso recentemente ocorrido em São Paulo, onde um médico sedava crianças para delas abusar, eu não soube de nenhum outro caso de ataque de médicos contra crianças ou adolescentes. É certo que são noticiados incontáveis casos de ataques sexuais de médicos contra suas pacientes, mas estas são sempre maiores de idade.
Soube de casos de ataques de empresários contra suas secretárias ou funcionárias, mas não consta que elas fossem menores.
Já em relação aos professores realmente tem havido acusações de pedofilia, mas sempre denunciada pelos pais aos diretores e autoridades, com imediata reação por parte deles.
O arcebispo não deixou de afirmar que o abuso sexual de crianças e adolescentes deve ser punido. Mas, diz ele, "a Igreja ir lá acusar seus próprios filhos seria um pouco estranho".
Finalmente afirmou que na Alemanha foi constatado que só 0,2% dos abusos foram praticados por sacerdotes. A defesa que faz o arcebispo é aquela mesma baseada no argumento que, se na Igreja há pedófilos, há também entre todos os outros segmentos da sociedade. É como se defendem os políticos brasileiros: sou corrupto, mas quem não é ? Ainda que a pedofilia entre os padres fosse só de 0,2% da pedofilia praticada por toda a sociedade, ainda assim esse percentual seria inadmissível. Não poderia existir um só padre pedófilo, sem que fosse excluído das práticas religiosas.
Há profissões nas quais determinados comportamentos são inconcebíveis, porque atentam contra a própria essência da profissão. Exemplo: os advogados não podem trair seus clientes, os médicos não podem matar os pacientes, os psiquiatras não podem agravar a doença mental dos assistidos.
Outra afirmação absurda do arcebispo: "nós sabemos que o adolescente é espontaneamente homosexual. Menino brinca com menino, menina brinca com menina. Só depois, se não houve uma boa orientação, isso se fixa. Então a questão é como vamos educar nossas ciranças para o uso da sexualidade, que seja (o uso) humano e condizente ?
Que incrível afirmar o arcebispo que o adolescente é espontaneamente homosexual ! Só uma pequeníssima parcela da humanidade é espontaneamente homosexual. Meninos brincam com meninos e continuam brincando com meninos pelo resto da vida, sem que nem por isso alguém seja espontaneamente homosexual. Vocês vão ver quantos meninos estarão brincando com meninos na próxima copa do mundo de futebol.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Ainda o caso do casal Nardoni.
Mundo de loucos.
Mundo eletrônico
Hipocondria
Como hipocondríaco, além de tomar meus próprios remédios eu costumo receitar.
Vou contar a história de uma assistência médica que dei a "pacientes".
Mas antes conto um meu problema pessoal na área médica. De alguns anos para cá passei a ter uma rouquidão e um picarro irritantes e constantes. No dia em que o problema me atacava eu ficava envervado e irritava os outros também. Fazia uma rã-rã~rã contínio e barulhento, a ponto de todos saberem onde ou eu estava.
Visitei inúmeros médicos otorrinos, e fiz um milhão exames de garganta para detectar o porquê de minha garganta emitir tantos ruídos. Até que um ilustre médico de São Paulo me disse o seguinte: "isso está parecendo refluxo estomacal que irrita a tua garganta. Vamos fazer uma experiência tratando do estômago com o medicamente pantoprazo e ver se o problema fica resolvido". Esqueci de mencionar que antes já tinha feito várias endoscopia para verificar se tinha hernia de hiato entre o estômago e o esôfago. Não tinha.
Passei a tomar o pantoprazol e meu problema foi resolvido, tendo meus pigarros diminuído no venta e nove por cento. Quando fico atacado de pigarro já sei como atacar a causa.
Agora a história da consulta que dei: eu viajava de ponte aérea do Rio para São Paulo e havia dois senhores no banco a minha frente, convensando e pigarreando duante toda a viagem.
Quando o avião parou na pista em São Paulo e todos nos preparávamos para iniciar a caminhada no corredor até a porta de saída, eu não resisti e perguntei ao dois "qual dos senhores estava pigarreando". Eles responderam: "nós dois". Eu perguntei: "já pesquisaram para saber se a causa não é um refluxo, porque depois que foi diagnosticado meu refluxo eu sarei com a medicação pantoprazol". Eles disseram que já haviam constatado que o problema deles era mesmo refluxo e que já estavam se tratando com omeprazol, e um deles me disse que sua mãe sofria desse mesmo problema cronicamente e há muitos anos. Mas aí eles me explicaram, para meu espanto e minha vergonha, que os dois eram médicos. Eu exlamei "médicos ? mas de qual especialidade ?". Eles responderam "somos os dois gastro". Pedi um milhão de desculpas e disse: "eu sou advogado, mas como os senhores podem ver eu estou clinicando". E os dois muito simpaticamente responderam "muito bem, por sinal".
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Pedofilia e homosexualidade
Um cardeal, falando em nome da Igreja, afirmou que não era aceita a tese de que o celibato dos pradres era a causa da prática da pedofilia. Era sim a homosexualidade que estava ligada a tal prática.
Homosexuais e suas comunicades reagiram contra a opinião manifestada pelo cardeal.
Mas o assunto merece algumas considerações.
Celibato não se confunde com castidade. Aquele é o não casamento. Esta é a não prática de atos sexuais.
Os celibatários não precisam obrigatóriamente ser castos. Uma pessoa pode ser celibatária e ter prática sexual. Sob esse ponto de vista até que o cardeal está certo.
Estaria se o celibato fosse facultativo. Mas ele é obrigatório para os padres católicos. Aí alguns deles, que eu acredito serem poucos, preferem continuar celebatários, embora praticando atos sexuais com pessoas do sexo oposto.
Mas porque alguns poucos querem praticar atos sexuais com pessoas do mesmo sexo ? Porque são homoxesuais.
Mas por que praticar sexo com menores de idade, o que se chama pedofilia ?
Quando o cardeal atribuiu à homesexualidade a pratica de pedofilia por alguns padres, não explicou porque existe na Igreja a prática de homesexualidade pedofílica.
Seguramente alguma coisa está muito errada.
Por que alguns, que são tantos, padres católicos se tornam homesexuais ? Se tornam ou sempre o foram ?
A prática do sacerdócio atrai homosexuais ? Acredito que não.
Acredito que há uma soma de circunstâncias que levam alguns padres à pedofilia: cruel lavagem cerebral e repressão contra os assuntos ligados à sexualidade, o celibato, a homosexualidade, a falta de inibição, a falta de repressão. As crianças são as vítimas porque elas não reclamam, não provam, não acusam. Esse crime é realmente hediondo e é práticado por pessoas que seriam as últimas a poder praticá-lo.
O assassinato de 6 garotos de Goias.
O importante do caso é que o pedreiro já havia cumprido dois sextos da pena de dez ano de reclusão pela prática de dois casos anteriores de atentado violento ao pudor. Foi libertado por ordem de um juiz, pelo fato de não haver no processo nenhum laudo psicológico que impedisse a Justiça de conceder o benerfício.
Anos atrás alguém também reincidiu na prática de crime pelo qual já houvera sido condenado. Um tal de Chico Picadinho havia matado e esquartejado uma mulher. Condenado, cumpriu sua pena pela prática de tal crime. Mal foi colocado em liberdade voltou a matar e esquartejar outra vítima.
Não há dúvida de que o pedreiro Adimar Jesus da Silva e o Chico Picadinho eram doentes mentais. Ora, as cadeias não são capazes nem de regenerar criminosos comuns, quanto mais de curar coentes mentais.
Os fatos se repetiram e vão se repetir novamente, tantas vezes quantas forem autorizadas esses libertações absurdas. Não há a pena de prisão perpétua no Brasil, mas ninguém pode ser recolocado no convívio social se é um doente mental dado a prática de crimes. Parece que a Inglaterra adota a política de manter sob constante vigilância pesssoas liberadas nas circunstâncias narradas.
Alguma coisa aqui deve ser feita. Ou se reforma a legislação penal para que se possa impor a pena de prisão perpétua ou o Estado cumpre seu dever de proteger os cidadãos contra a criminalidade, principalmente contra a criminalidade que se tem como certa que será repetida.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Pedofilia e celibato dos padres católicos.
Deslizamento de morros no Rio de Janeiro
A primeira: Os moradores dessas regiões jamais deveriam ter construído seus barracos alí. Se o fizeram foi por absoluta falta de outras opções para instalar suas moradias.
A segunda: os dirigentes das prefeituras jamais poderiam ter permitido a ocupação dessas áreas sabidamente de risco.
A terceira: Os barracos não eram construídos com estrutura de fundações adequadas, o que aumentava o risco dos desmoronamentos.
Ante todo esse quadro, é compreensível a tristeza dos que perderam seus bens e mais ainda é lamentável a perda ocorrida de vidas.
Agora os governantes municipais anunciam a disponibilidade de verbas para construção de moradias para os desabrigados e para os que continuam em zonas de risco. Estão corrigindo uma situação que jamais poderia ter sido permitida. É claro que os governantes atuais não podem ser culpados por construções sobre lichões, que ocorreram há trinta anos, sobre lichões de solos já consolidados. Mas a situação era previsível e os erros devem ser reparados, sob pena de conivência com as consequências das catástrofes que venham a ocorrer.
Toda essa situação apresenta-se dentro de uma realidade de pobreza que afeta esse país, seguramente pela falta de aproveitamento de recursos, que existem, mas são pessimamente administrados em razão da corrupção generalizada, inclusive dos políticos.
Casal Nardoni.
Achei que a versão única apresentada pelo casal, de simplesmente negar a autoria dos fatos e ir para um tudo ou nada, sem qualquer explicação para os detalhes das circunstâncias (por exemplo: o sangue espalhado pelo apartamento), prejudicou terrivelmente a madrasta, a qual acabou condenada a cumprir pena de 21 anos de reclusão por um homicídio triplamente qualificado. O pai teve a pena agravada por ter matado a própria filha.
Se a madrasta tivesse afirmado que simplesmente havia esganado, sem a intenção de matar, informando ou não informando a autoria do lançamento da menina pela janela, sua pena seria bem menor do que aquela que lhe foi imposta, de 21 anos de reclusão. Poderia ter recebido a pena cominada ao crime de lesões corporais ou de tentativa de homicídio. Em qualquer caso a pena seria consideravelmente menor.
Em todo o caso, o profissional advogado encarregado da defesa deve ter escolhido a melhor estratégia e a melhor tática de defesa, segundo os estudos que fez do processo. Esta análise que apresento é superficial, de alguém que simplesmente acompanhou o caso pelos jornais.
